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As vantagens da resina composta e por que você deveria utilizar esse material poderoso no seu consultório

Um dos objetivos principais da dentística restauradora, conforme evidenciamos em outro artigo publicado aqui no blog, é a restauração das funções atribuídas aos dentes. Para alcançar esse objetivo, o cirurgião-dentista pode empregar diversas técnicas e materiais.

As resinas compostas formam uma classe de materiais que pode ser utilizada pela dentística restauradora. Apesar de essa especialidade ter começado a se desenvolver na década de 1970, as primeiras aplicações com resinas compostas ocorreram em meados da década de 1950.

Tidas como um avanço direto nas práticas restauradoras, as resinas compostas são excelentes para conferir resistência aos dentes danificados e para devolver-lhes aparência semelhante aos dentes hígidos (uma vez que ficam com a cor do esmalte dentário).

Além de restaurações diretas ou indiretas, as resinas podem ser utilizadas para o selamento de fóssulas e fissuras, para reconstruções dentárias e também servem para a fabricação de facetas, bastante utilizadas na odontologia estética. 

As resinas são classificadas de acordo com sua composição, tamanho e tipo de partículas de carga inorgânica ou pela matriz orgânica. Cada tipo de resina tem sua devida indicação para os casos clínicos em análise pelo cirurgião-dentista. Para saber mais, continue a leitura!


O que são resinas compostas?

As resinas compostas utilizadas na odontologia são biomateriais poliméricos usados nas diversas formas de restauração dentária. Suas propriedades físico-químicas demonstraram, ao longo de décadas de pesquisa, que sua importância se deve ao fato de se adaptarem bem ao ambiente bucal.

Essa versatilidade acontece pelo fato de as resinas serem compostas por três fases principais, que se intercalam e formam a estrutura principal. São elas:

  • Matriz orgânica.
  • Carga inorgânica.
  • Agente de união.

A matriz orgânica é constituída por uma estrutura biologicamente ativa e amorfa. É essa estrutura que se apresenta como um polímero (ou seja, a junção repetida e em cadeia de monômeros), cuja principal característica é conferir resistência, rigidez e estabilidade aos dentes. Os monômeros utilizados na matriz orgânica são variáveis; contudo, o mais utilizado e comercializado é o BIS-GMA (sigla para bisfenol-A glicidil metacrilato). 

Há ainda outros monômeros que, em menores escalas, podem ser associados ao BIS-GMA. Essas outras estruturas químicas variam de acordo com a indicação das resinas compostas.

A matriz orgânica também é formada por inibidores de polimerização (que garantem o aumento na vida útil da resina), modificadores de cor e um sistema iniciador/ativador (que, quando ativado nos procedimentos restauradores, desencadeia a polimerização das resinas compostas a fim de se chegar ao resultado esperado).

Já a carga inorgânica (também conhecida como matriz inorgânica) tem por objetivo contrabalançar a polimerização iniciada na fase orgânica do composto. Dessa forma, não ocorrem resultados físicos indesejados, garantindo assim a saúde bucal adequada. Boa parte da carga inorgânica é constituída por vidro, cristais de quartzo ou de sílica. Além de regular a polimerização da matriz orgânica, esses cristais também proporcionam melhor rigidez superficial à restauração e maior resistência à compressão e à tração pela resina. 

Por fim, para que ocorra essa reação de forma balanceada e coesa, é necessário um agente de união, uma vez que se trata de material com pouca ou nenhuma interação físico-química. O agente de união mais utilizado é o silano, uma molécula bifuncional (apresenta dois grupos funcionais distintos em sua estrutura molecular) e anfótera (ou seja, capaz de reagir tanto com ácidos quanto com bases). O silano é empregado para tornar a matriz orgânica mais flexível, transmitindo toda a tensão para a matriz inorgânica, composta por materiais mais resistentes.

As principais propriedades das resinas compostas podem ser divididas em físicas e mecânicas


Propriedades físicas das resinas compostas:

  • Contração polimérica (capacidades dos monômeros ficarem mais próximos para formar cadeias mais longas).
  • Sorção de água (capacidade simultânea de absorção e adsorção) e boa solubilidade em meio aquoso.
  • Radiopacidade (capacidade de inibir a passagem de radiações eletromagnéticas, como é o exemplo dos raios-x).
  • Coloração estável (no caso, semelhante à do esmalte dentário).

Propriedades mecânicas das resinas compostas:

As propriedades mecânicas se relacionam diretamente com o grau de conversão da matriz orgânica e com o percentual da fase inorgânica dos compostos. São elas:

  • Resistência à compressão.
  • Resistência à flexão.
  • Módulo de elasticidade e resistência ao desgaste.

Quais as vantagens da resina composta?

A resina composta tornou-se um dos materiais mais utilizados nos procedimentos restauradores, pois esse material apresenta diversas vantagens.

Citamos abaixo um breve resumo sobre as principais vantagens no uso da resina composta:

  • Forte adesão química, o que torna o procedimento mais conservador, sem grandes preparos.
  • Diversidade de cores, o que faz da resina um ótimo mimetizador da cor natural do dente (dando à resina composta alto valor estético).
  • Preparo rápido.
  • Aplicação segura.
  • Material resistente.
  • Boa durabilidade (com a devida manutenção do paciente, as resinas compostas podem durar até duas décadas).

Classificação das resinas compostas

As resinas compostas variam entre si de acordo com diferentes características físico-químicas. Dessa forma, constitui-se uma grande variedade de tipos e subtipos disponíveis no mercado. É indispensável que o cirurgião-dentista conheça bem a classificação das resinas compostas antes de fazer a escolha do material mais adequado ao tratamento de seus pacientes.

Nesse sentido, expomos abaixo as principais classificações das resinas compostas. Elas podem variar da seguinte forma:


1 – Pelo tamanho das partículas

As resinas compostas podem ser classificadas quanto ao tamanho das partículas presentes na matriz inorgânica e quanto à sua porcentagem, em volume, em relação ao volume total presente no material final. Dessa forma, encontramos as seguintes variedades:

  • Macroparticulada: foi o primeiro subtipo a ser oferecido, mas hoje não existe mais no mercado para fins de restauração. Ainda é citada nos materiais de ensino odontológico, para fins didáticos. Apresenta resistência mediana e dificuldade ao polimento devido à sua superfície áspera, além de suscetibilidade a manchas.
  • Microparticulada: formada por partículas de sílica coloidal em tamanho médio. Isso aumenta a lisura da superfície do material, facilitando o polimento. Contudo, demanda maior quantidade de matriz orgânica para que não ocorra aumento da viscosidade final do material.
  • Híbrida: conhecida como resina universal, uma vez que mistura porções de sílica coloidal e partículas de vidro. Essa mistura confere ao material ótima lisura superficial e boa resistência mecânica. Pode ser usada em dentes anteriores e posteriores.
     
  • Nanoparticulada: resina com preço mais elevado no mercado, uma vez que apresenta carga inorgânica maior que a matriz orgânica, com nanopartículas de sílica e um agente de união melhor disposto. Apresenta excelente polimento e alta resistência mecânica.

2 – Pela viscosidade

Essa é a principal característica de classificação das resinas compostas. São divididas em:

  • Baixa viscosidade: conhecidas como fluidas ou “flow”. Elas são indicadas para as regiões de difícil acesso, uma vez que sua baixa viscosidade faz com que se espalhem mais rápido, sem o aprisionamento de bolhas.
  • Média viscosidade: são as resinas mais convencionais e de fácil aplicação, indicadas para as restaurações mais comuns.
  • Alta viscosidade: conhecidas como resinas condensáveis ou compactáveis. São materiais com maior rigidez e melhor aderência. Contudo, apresentam maior rugosidade e são de difícil manipulação, sendo indicadas para dentes posteriores. 


3 – Pela ativação

Para que as resinas exerçam sua função e endureçam após a aplicação nos dentes, é fundamental que elas sejam polimerizadas. Esse procedimento ocorre quando a parte orgânica das resinas passa por uma ativação, que pode ocorrer em dois formatos principais (dependendo do caso em que as resinas são aplicadas). As ativações se dividem em:

  • Fotoativadas: ativadas por luz visível, na maioria dos casos por luz azul. Permitem melhor controle e tempo de trabalho, além do uso de resinas de diferentes cores. O fotoiniciador mais comum é a canforoquinona.
  • Quimicamente ativadas: esse tipo de resina possui duas pastas, um ativador e um iniciador (peróxido de benzoíla, por exemplo). Quando misturadas, as pastas reagem e formam radicais livres que dão início à autopolimerização. 

Devido à grande variedade de produtos disponíveis no mercado, recomendamos uma boa análise das resinas compostas e de suas propriedades. 

Os procedimentos da dentística restaurador foram modificados positivamente pelo uso dessas substâncias. Além dos diversos benefícios, as resinas compostas apresentam boa resistência e compatibilidade. Por esses motivos, é de grande importância o estudo adequado desses biomateriais, independentemente de se você é um estudante de odontologia ou já está habilitado ao exercício da profissão.

Para melhor compreensão das resinas compostas, adquira nosso mais recente livro. Para saber mais, entre em contato com nossa editora. Até a próxima!

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